"All men who have achieved great things
have been great dreamers."
Orison Swett Marden

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Dentro da nossa missão, a Fundação Dreams Can Be procurar agir sempre em defesa das crianças desfavorecidas no Brasil. Essa página é um esforço da nossa parte para disseminarmos informações e pesquisas relevantes aos temas de trabalho social e tópicos relacionados, para todos aqueles que tiverem interesse. Embora este não seja de nenhum modo um trabalho compreensivo, esperamos que ofereça um ponto de vista diferente no conhecimento sobre a criança de rua, e jovens em situação de pobreza e de alto risco social.

Essa pagina pretende ser um primeiro recurso para indivíduos, voluntários e consultores começando os seus trabalhos com a Fundação Dreams Can Be, além de ser uma fonte para jornalistas e estudantes procurando informações básicas sobre os temas com que nós nos ocupamos.  Esperamos que esta página poderá responder algumas de suas perguntas iniciais, e que sirva como um ponto de partida para aqueles que gostariam de saber mais sobre o assunto dos jóvens menos favorecidos do Brasil.


Recursos Para Mais Pesquisas

I. Crianças em Situação de Rua no Brasil
II. Crianças em Situação de Rua em Geral
III. Crianças e outros Aspectos
IV. Textos sobre Instituições sem Fins Lucrativos e Filantropia no Brasil e na América Latina
V. Favelas no Brasil


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I. Crianças em situação de rua no Brasil

Crianças em Violência Armada Organizada no Rio de Janeiro
Luke Dowdney, Antropólogo Inglês e fundador da Luta Pela Paz.

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Financiado pela Fundação Ford, Save the Children Sweden e UNESCO, o estudo “Crianças Combatentes em Violência Armada Organizada no Rio de Janeiro” foi o foco da conferência internacional, com duração de dois dias, realizada no Rio de Janeiro, em Setembro de 2002 e, subseqüentemente, foi publicado em um livro .

O estudo debateu o preocupante fato dre mais jovens com menos de 18 anos serem mortos prematuramente por armas de fogo no Rio de Janeiro do que em outras partes do mundo em estado de guerra declarada. Este fato guarda forte semelhança entre crianças envolvidas em guerras do tráfico de drogas nas favelas do Rio e “soldados crianças” em outros lugares do planeta.


Abordagens Históricas e Sociais Relativas às Crianças de rua no Rio de Janeiro no Contexto da Transição para a Democracia.
Gisalio Cerqueira Filho e Gizlene Neder, Universidade Federal Fluminense
Infância, Fev. de 2001; 8: 11 – 29.

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Esta literatura nos fornece uma idéia clara da herança social deixada pelo período de ditadura militar ocorrida no Brasil entre os anos 1964 e 1984: o grande problema das crianças de rua. A discussão também leva em conta a terrível crise econômica no final da década de 70. O artigo mostra uma perspectiva interpretativa que realça fatores culturais, históricos e sociológicos, sem negligenciar os fatores econômicos. Ele também ressalta as circunstâncias especiais da transição política de um estado ditatorial para um estado constitucional. O primeiro governo civil foi empossado em 1984 e uma nova lei nacional para crianças e adolescentes foi implantada em 1990. Durante este período (1984-90), antagônicas forças políticas e sociais se empenharam em impingir numerosos projetos em um ambiente no qual estratégias autoritárias repressivas para o controle social (a polícia e o sistema judiciário) se opunham com propostas democráticas para escolas em tempo integral e políticas de bem-estar social.


Adolescentes Trabalhadores da Avenida Paulista
Prof. Martha K. Higgins, Departamento de Sociologia, Faculdade União, Schenectady, Nova Iorque Disponível em Novembro de 2004 edição de Infância: Um Jornal Internacional de Pesquisa Infantil.

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Em seis semanas de pesquisa de campo com adolescentes de 14 anos que vendem serviços ou produtos em São Paulo, na rica Avenida Paulista, nós observamos o trabalho deles, suas brincadeiras, suas aspirações e as conseqüências para suas vidas, a partir da  infâncias que estão vivendo nesse momento. Classificando os doze mais jovens, de acordo com suas atividades (limpadores de pára-brisas de carros ou vendedores de balas e chicletes), nós descrevemos suas técnicas, despesas e receitas e suas vidas profissionais.
Comparando estes doze mais jovens com os dois mais velhos, que os supervisionavam, juntamente com os poucos cálculos longitudinais brasileiros sobre meninos e meninas de rua, tentamos encontrar perspectivas de longo prazo para os jovens trabalhadores de rua. Relacionando nossas descobertas com as teorias dominantes – o  micro interacionismo, “novo paradigma” e a perspectiva sociológica estrutural – nós exploramos a relevância de tais perspectivas em relação os jovens pobres do Brasil para compreender suas infâncias e as conseqüências dessas em suas vidas. Chamamos atenção para uma interface entre teorias focadas em ações micro-interacionistas que as crianças usam para moldar e controlar seu ambiente e a realidade estrutural, que limita tal controle.


Confinamento Cruel: Abusos Contra Crianças Sob Custódia no Nordeste do Brasil
Relatório da Human Rights Watch, Abril de 2003, Vol. 15, No. 1

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Crianças no nordeste do Brasil são rotineiramente espancadas pela polícia e detidas em condições abusivas, acusação feita pela Human Rights Watch (Vigilância dos Direitos Humanos),em um relatório lançado em abril de 2003. As crianças sofrem também violência por parte dos outros jovens internados, são confinadas em celas por longos períodos de tempo e freqüentemente não recebem educação escolar, a qual a constituição brasileira lhes assegura por direito. O Brasil é uma federação de estados, muito parecida com a dos Estados Unidos e cada estado controla seu próprio sistema de detenção juvenil. Mas, o governo federal tem um papel chave para fazer cumprir a lei nacional de justiça juvenil.
O Relatório da Human Rights Watch: “Confinamento Cruel:Abusos Contra Crianças Sob Custódia no Nordeste do Brasil” de 63 páginas, foi baseado em entrevistas com 44 jovens detidos, além de dezenas de entrevistas adicionais com oficiais do governo, advogados, assistentes sociais e representantes de organizações não governamentais. A Human Rights Watch, inspecionou um total de 17 instalações de detenção, incluindo 4 centros de detenção para meninas, nos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Rondônia e Pará. O relatório descobriu que surras da polícia durante e depois das prisões são comuns. Tais abusos ocorrem com freqüência nas delegacias, onde a lei brasileira permite que os menores permaneçam por até cinco dias aguardando a transferência para uma instituição de detenção juvenil. Nas áreas rurais, a polícia rotineiramente também viola o limite de cinco dias de detenção em delegacias.


Crianças Nas Ruas Do Brasil: Uso de Drogas, Violência e Riscos De Contaminação Pelo Vírus Da Aids .
James A. Inciardi and Hilary L. Surratt
Uso e Abuso de Substâncias,1997

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Cálculos estimados sugerem que entre 7 e 8 milhões de crianças moram e/ou trabalham nas ruas das cidades brasileiras. Onde há o uso abusivo de inalantes, maconha, cocaína e cola de sapateiro. O risco de exposição ao vírus HIV é uma grande preocupação devido ao grande número de jovens de ruas que praticam  sexua sem a devida proteção. Devido ao uso  frequente de drogas e a crimes, as crianças de rua são freqüentemente alvos de grupos locais, facções de drogas e “Esquadrões da Morte” da própria polícia. Embora tenha havido muitas propostas e programas com o intuito de resolver os problemas dos meninos e meninas de rua brasileiros, parece ser que somente um pequeno progresso foi alcançado.


Música, Dança e uma Política Nacional estão Desafiando a Violência no Brasil
Boletim da Organização Mundial da Saúde [0042-9686). ano: 2002 volume: 80  edição: 10: pg: 840

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Através da música, dança e de uma política nacional, as crianças podem ter alternativas para fugir da vida repleta de violências. Incluindo estatísticas e testemunhos, este artigo argumenta que muitas organizações têm sido bem sucedidas no trabalho com jovens em  situação de risco social, através de diferentes formas de arte e auto-expressão.

Prostituição de Criança "em Alta" no Brasil
Selma B. de Oliveira
Centro Internacional de Recurso Infantil, 1995

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Este artigo discute como a prostituição de meninas no Brasil está relacionada diretamente aos anos de recessão econômica e ao baixo status da mulher no país. Ele descreve a indústria da prostituição e mostra como crianças prostitutas obtêm mais lucro com o turismo. Finalmente, dá exemplo de uma ONG em Recife que fornece refúgio seguro para prostitutas.


Caracterização de Crianças de Rua em João Pessoa, Brasil
Carla Maciel, Suerde Brito e Leoncino Camino, Universidade da Paraíba,
Psicologia: Reflexão e Crítica.  vol. 10  n.2  Porto Alegre 1997

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Este artigo objetiva caracterizar menores em situação de rua da cidade de João Pessoa. Foram entrevistados 31 meninos, de 12 a 17 anos, que se encontravam nas ruas exercendo alguma atividade remunerada no mercado informal de trabalho. Os resultados demonstraram existir grande valorização do trabalho, cujo início se dá em virtude das necessidades sócio-econômicas familiares, e pouca valorização de atos delinqüentes. Constatou-se, também, existir em tais meninos um forte desejo de estudar, pois segundo os meninos e meninas  este seria um dos meios pelos quais poderiam vir a melhorarem suas condições sócio-econômicas; no entanto,  a necessidade do trabalho, é um dos fatores que inviabiliza a ida à escola, o que acaba por dificultar, posteriormente, um emprego mais qualificado para esses jovens.


Crianças de Rua e  Banco de Desenvolvimento Interamericano: Lições do Brasil
Ricardo Moran e Cláudio de Moura Castro
Banco de Desenvolvimento Interamericano, Divisão de Desenvolvimento Social, Departamento de Desenvolvimento Sustentável, 1997 Washington – DC

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Este documento é o resultado de um workshop patrocinado pelo BID, ocorrido em Teresópolis, Brasil em 1995. Ele fornece um pequeno histórico de como o estado tem lidado com as crianças de rua no Brasil. O documento apresentar alguns exemplos de programas atuais de prevenção bem sucedidos, no Brasil.


Das Crianças de Rua para todas as Crianças: Melhorando as oportunidades para crianças de comunidades de baixa renda .
Rizzini, I. Barker, G. & Cassaniga,
N. 2002. Na juventude em cidades. Uma Perspectiva que Atravessa o País. Editado por Marta Tienda e William Julius Wilson, Jornal da Universidade de Cambridge: Reino Unido. 2002.

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Este documento defende uma mudança de foco para incluir as necessidades de todas as crianças e jovens. Muitas das experiências dos programas e escritórios jurídicos trabalhando com crianças de rua têm fornecido importantes orientações sobre quais são as necessidades que precisam ser atendidas com e para todas as crianças e jovens no Brasil. Um importante passo é aprender através de suas experiências para entender mais profundamente tanto os potenciais, como as necessidades das crianças e jovens no Brasil e que tipos de apoios e atividades devem ser oferecidos. Nesse sentido, os estudos de caso apresentados aqui oferecem uma indicação dos tipos de iniciativas em desenvolvimento que deveriam tornar-se conhecidas e apoiadas.

Crianças Fora de Lugar

Nancy Scheper-Hughes e Daniel Hoffman, UCLA
NACLA Relatório sobre as Américas, Maio/Junho 1994

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Este artigo descreve a vida de crianças de rua no Brasil e como elas estão sendo, cada vez mais, marginalizadas pela sociedade brasileira. Junto a esta descrição, o artigo aponta a existência de uma discussão sobre a violação dos direitos da criança. O autor analisa ainda a eficiência das reformas legais que têm sido postas em prática nas últimas décadas.



Brasil: Crianças no Tráfico de Drogas: Uma Rápida Avaliação
Dr. Jailson de Souza e Silva.
Dr. André Ulani
Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC) Fevereiro 2000, Genebra, Suíça.

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O tema central desta rápida avaliação é o de investigar as piores formas de trabalho infantil: o envolvimento de crianças no tráfico de drogas em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro (favelas). Este estudo procura explicar as variáveis do porque as crianças entram e fazem parte desta atividade.

Trajetórias de Vida de Crianças e Adolescentes que Moram nas Ruas do Rio de Janeiro
Irene Rizzini e Udi Mandel Butler
Centro Internacional de Pesquisas e Políticas da Infância (CIESPI), Primavera de 2003.

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O documento apresenta algumas descobertas sobre as pesquisas realizadas por meio de um estudo sobre crianças de rua do Rio de Janeiro, as quais foram convencidas a participar pelos autores, juntamente com uma equipe de educadores de rua. O documento destaca as trajetórias de vida das crianças em termos de suas próprias percepções, representações e temas centrais, tais como a família, o processo que as fazem ir para as ruas e as suas vidas cotidianas nas ruas. Traz à discussão,  seus relacionamentos quanto à formação de grupos e a interação das crianças com os adultos nas ruas, assim como o processo de formação de identidade na rua, a qual inclui as suas próprias percepções e a dos outros. As percepções das crianças sobre os aspectos positivos e negativos da rua e suas esperanças sobre o futuro são também assuntos analisados.

A Vida Escorrendo Pelo Ralo. As Alternativas de Existência dos Meninos de Rua
Maria Dilma Siqueira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Estudo de Psicologia (Natal), Jan./Jun 1997, vol. 2, no.1, p.161-174. ISSN 1413-294X.

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Para  tentar explicar o comportamento infrator de adolescentes foram estudadas as condições de socialização e re-socialização de 116 meninos institucionalizados em Natal. Foram analisados os discursos de 17 sujeitos, onde as condições de socialização foram marcadas pela pobreza e abandono e o comportamento delinqüente foi adotado como estratégia de sobrevivência. Os discursos reproduziram a ideologia dominante quando se referiam a si mesmos negativamente e atribuíam seu comportamento delinqüente a características pessoais. A trajetória de vida dos 17 meninos, dez anos após o internamento, confirma a ineficácia dos programas de re-socialização e a análise do contexto social mais amplo esclarece que as raízes do comportamento delinqüente encontram-se na exploração das classes trabalhadoras pelo modelo de acumulação capitalista adotado no Brasil.


Crianças de rua brasileiras, Abuso de substâncias e delinquência

Giselle T. Fernandes, University of Pittsburgh – Escola de Trabalho Social
Outono 2006

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    Esse artigo faz um resumo da contexto político e socioeconômico das crianças de rua brasileiras. Ele descreve perspectivas causais interligadas que criam crianças de rua, identificando a pobreza, a migração interna e o fenômeno crescente das favelas como razões significativa pela qual grandes números de crianças se encontram agora na rua. O aspecto historico de trabalho infantil no Brasil, e a rua como âmbito de trabalho também são levados em conta. A delinquência é explicada através de uma perspectiva socio-dinâmica e como um processo de aprendizagem social. O uso de substâncias é discutido como sendo um aparato para a delinquência, e como uma técnica de sobrevivência.  A implementação de políticas públicas referentes às crianças de rua, incluindo programas para a prevenção de abuso de substâncias e delinquência continuam a carecer de apoio político e infraestrutural. Faltam estudos e publicações sobre crianças de ruas e sobre a corelação entre abuso de substâncias e delinquência na literatura científica brasileira. Essa falta reflete e reinforça o afastamento e a cegueira social, e os estereótipos regentes sobre crianças de rua.

II.  Criança em situação de rua em Geral

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Coordenador Executivo Luke Dowdney

Coordenador Geral Viva Rio
ISER (Instituto de Estudos da Religião)
IANSA (International Action Network on Small Arms)

Apoio Financeiro: Save the Children Sweden • Ford Foundation • DFID – Department for International Development • World Vision • CasaAlianza

Como o título desta publicação indica, o fenômeno dos jovens engajados na violência armada organizada não corresponde ao nosso entendimento geral de “guerra” — mas está além da nossa compreensão geral de “paz”. Em algumas regiões do mundo, os níveis de insegurança relacionados a esse problema estão tornando a violência juvenil uma das prioridades máximas na agenda dos governos. Medidas especiais estão sendo consideradas, em especial, a fim de reprimir as gangues de jovens; algumas delas entram em conflito com os padrões internacionais básicos e os avanços feitos desde que a Convenção sobre os Direitos das Crianças foi ratificada. Como este relatório mostra, a busca de soluções rápidas e repressivas para esse problema de profunda complexidade pode agravar a situação atual.

Essa situação é complicada. Agir sem entender os fatores de risco por detrás dessa violência pode ser inútil e algumas vezes perigoso. Este estudo traz as histórias pessoais de vida dos membros de gangue, oferecendo vislumbres de influências, motivações e medos. Esses vislumbres são, com muita freqüência, ignorados por investidas políticas amplas e pela própria retórica política.

Trecho retirado do prefácio escrito por Paulo Pinheiro, Consultor Independente, Estudo sobre Violência contra Crianças do Secretário-Geral da ONU

 

Crianças de Rua, Direitos Humanos e Saúde Pública: Uma Crítica e Tendências Futuras .
Catherine Panter-Brick
Outubro de 2002, Departamento de Antropologia, Universidade de Durham, Durham – Reino Unido.

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Esta revisão apresenta uma critica à literatura acadêmica e à Assistência Social das crianças de rua em países desenvolvidos, suportada por evidências extraídas de estudos sobre o problema dos sem teto em nações industrializadas. A virada para o século 21 dividiu um oceano de mudanças de perspectivas nos estudos relativos aos jovens de rua. Esta revisão examina cinco duros julgamentos da categoria “criança de rua” e de pesquisas que focam as características identificadas pelo estilo de vida nas ruas, mais do que as próprias crianças e a profundidade ou diversidade de suas reais experiências. Em segundo lugar, relata a mudança de abordagem para um forte discurso sobre os direitos humanos - a estrutura legal e conceitual fornecida pela Convenção dos Direitos das Crianças das Nações Unidas – com ênfase nos direitos das crianças como cidadãs, reconhecendo suas capacidades para promover mudanças em suas próprias vidas. Finalmente, este artigo examina a literatura focando especificamente os riscos a saúde associados ao estilo de vida nas ruas e de desabrigados. A avaliação de risco que atribui às crianças de rua na categoria de “em risco” não deveria obscurecer úteis abordagens analíticas focando no poder de recuperação das crianças e perspectivas de vida profissional em longo prazo. Esta resenha, desta forma, destaca algumas das questões práticas e acadêmicas desafiadoras, as quais têm sido suscitadas perante os atuais entendimentos sobre as crianças de rua.

Acompanhamento e Avaliação de um Projeto Para Crianças de Rua

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Este manual é um trabalho complementar a coleção de práticas e abordagens sobre crianças de rua produzido em 2000. O Manual de Acompanhamento e Avaliação foi projetado para ser usado pelos educadores sociais, assim como qualquer outra pessoa que esteja trabalhando com as crianças de rua. Ele tem como objetivo fornecer ao usuário um entendimento sobre a importância do acompanhamento e avaliação do projeto de crianças de rua, identificar a vasta extensão de estratégias apropriadas para tal e, conseqüentemente, o desenvolvimento da confiança necessária para implementar as atividades de acompanhamento e avaliação.

III. Crianças e outros aspectos

Convenção Sobre os Direitos das Crianças
Escritório do Chefe de Departamento das Nações Unidas para os Direitos Humanos
Genebra, Suíça.

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Em 20 de Novembro de 1989 as Nações Unidas adotaram a Convenção dos Direitos da Criança, um marco para os direitos humanos. Pela primeira vez foi produzido um tratado que procurou dirigir-se aos direitos humanos das crianças em particular e estabeleceu padrões mínimos para a proteção de seus direitos. Foi o único tratado internacional a garantir os direitos civis e políticos, assim como os direitos econômicos, sociais e culturais.

A Convenção Sobre os Direitos da Criança é o tratado sobre direitos humanos com a maior aceitação mundial – de todos os países membros das Nações Unidas, somente os Estados Unidos e a arruinada Somália não o ratificaram. Os Estados Unidos continuam a liderar uma ação defensiva contra os Direitos Humanos da Criança, fazendo lobby contra futuras medidas propostas para proteger as crianças – recentemente contra os esforços para eliminar a possibilidade de existência de soldados crianças.

Nestes últimos dez anos, temos assistido um enorme crescimento da consciência sobre os direitos da criança. Muitos ativistas têm aprendido importantes lições de implementações bem sucedidas da Convenção Sobre os Direitos da Criança. Um dos pontos fortes da Convenção é que ela reconhece que os direitos têm que ser ativamente postos em prática para se fazer cumprir – conscientização não é suficiente. Embora os direitos das crianças ainda estejam longe de serem postos 100% em prática – temos uma ferramenta poderosa para campanhas para a proteção dos direitos humanos da criança com praticamente total aceitação mundial da Convenção Sobre os Direitos da Criança. O Brasil ratificou a convenção em 24 de setembro de 1990.

Perfil das Crianças de 0 a 6 anos que frequentam Creches, Pre-escolas e Escolas: um analise dos resultados da Pesquisa sobre Padrões de Vida/IGBE

Maria Dolores Bombardelli Kappel, Maria Christina Carvalho, Sonia Kramer. 

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Este documento, em primeiro lugar, fornece dados sobre o atendimento de crianças na pré-escola no Brasil e analisa estes dados usando várias teorias sobre a correlação entre o atendimento na pré-escola e o futuro da criança.

A Visão do Banco Mundial Sobre Infância Precoce
Helen Penn, Universidade de East London
Infância, Fev. 2002; 9: 118 - 132.
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Este artigo explora a visão do Banco Mundial sobre a infância precoce como um exemplo da globalização da infância. Argumenta que o Banco exerce políticas econômicas neoliberais que exacerbam a diferença entre as nações ricas e pobres e entre ricos e pobres dentro dos países. Estas políticas afetam as vidas das crianças desfavoravelmente, mas são legitimizadas pelo Banco de diversas maneiras. O Banco alega possuir real interesse nos interesses das crianças e identifica a infância precoce como um terreno fértil para intervenções. Ele evoca as tradicionais noções Anglo-Americanas da família, comunidade e infância em sua justificativa para tais intervenções. O artigo explora as contradições inerentes destas políticas com respeito às crianças mais novas.

O Desenvolvimento Histórico do Sistema de Assistência Social da Criança na América Latina: Uma Visão Geral
Francisco J Pilotti, Organização dos Estados Americanos/ Instituto Interamericano da Criança, Washington DC, EUA.
Infância, Vol. 6, No. 4, 408-422 (1999)
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Usando a Convenção dos Direitos da Criança como uma poderosa ferramenta legal, o movimento a favor dos direitos da criança na América Latina conquistou, na última década, significativos avanços na promoção dos direitos e assistência às crianças. Especificamente, uma medida de sucesso tem sido posta em prática nas reformas legais que objetivam ajustar as leis domésticas aos padrões indicados na Convenção. Entretanto, o reconhecimento dos direitos formais das novas leis não tem sido acompanhado pela melhoria de serviços às crianças dos setores mais pobres da sociedade, os quais compreendem a grande maioria das crianças na região. Até certo ponto, este atraso pode ser explicado pelas restrições estruturais que limitam o ritmo das reformas dentro do aparato da social, as heranças dos programas de ação institucionais do passado e as tendências ideológicas contraditórias introduzidas na construção social da infância em sociedades caracterizadas pela profunda desunião das classes. Desta perspectiva, este artigo tenta fornecer dicas históricas para a compreensão de alguns destes desafios encarados pela maioria dos sistemas atuais de assistência social para o bem-estar da criança na América latina.

Pesquisa com crianças: Igual ou diferente de pesquisas com adultos?
Samantha Punch, University of Stirling
Childhood, Vol. 9, No. 3, 321-341 (2002)
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Esse artigo explora em algum detalhe sete problemas metodológicos para ilustrar as maneiras em que aspectos do processo de pesquisa geralmente considerados iguais para adultos e crianças possam causar dilemmas específicos para pesquisadores adultos trabalhando com crianças. Ele argumenta que pesquisas com crianças são potencialmente diferentes de pesquisa com adultos principalmente por causa dos preconceitos adultos, e da posição marginalizada que a criança ocupa no mundo deles, e não devido às suas diferencias inerentes. Baseando-se em pesquisas feitas em salas de aulas do campo Boliviano, as vantagens e desvantagens de usar cinco métodologias práticas (desenhos, fotografias, técnicas de PRA [avaliação participativa rural], diários e  questionários) são medidas para melhor ilustrar como técnicas muitas vezes consideradas apropriadas para uso com crianças podem ser tão problematicas quanto vantajosas.

Entrevistando Crianças: Um guia para Jornalistas e outros
Sarah McCrum and Lotte Hughes
Save the Children UK  (Jan 1998)

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Aqui, você encontrará um extrato compreensivo de um livro publicado pela Save the Children (Salvem as Crianças) publicado no seu site; contém informações básicas sobre como entrevistar crianças e como encomendar o livro completo.


Editorial: Globalização e Crianças

Irene Rizzini
Childhood, Nov 2002; 9: 371 - 374.
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Esse editorial curto define “globalização” e analisa seu efeito em crianças ao redor do mundo. Rizzini também recomenda para pesquisadores de crianças, o quanto seus estudos deveriam ser influênciados por esse novo fenômeno poderoso.

Relatorio de Monitoramento Global da EFA 2005: O Imperativo da Qualidade
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Esse relatorio monitora o progresso em direção às seix metas de “Educação para Todos” estabelecidas por mais de 160 países no Fórum de Educação Mundial em Dakar, em 2000, e identifica que iniciativas significantes estão sendo tomadas para gerar recursos, aumentar o acesso à escolas, e melhorar a igualdade entre sexos. Apesar destes esforços, análises exhaustivas de dados de pesquisa mostram que a qulidade de sistemas de educação está falhado em várias partes do mundo, e poderá previnir muitos países de atingirem as metas de “Educação para todos” antes da data marcada de 2015.


Um Brasil Feito pra Criança

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O propósito deste relatorio é de providenciar o apoio necessario para o monitoramento dos avanços em relação às Metas de Desenvolvimento do Milenio e como estas se relacionarão às crianças e adolescents brasileiras nos anos a seguir. Ele tenta também aumentar a transparência entre o governo e a sociedade brasileira, ao mesmo tempo que providencia a comunidade internacional com a oportunidade de monitorar a complacência com as metas enunciadas no documento das Nações Unidas chamada “Um mundo feito pra Criança” (WFFC).



Preparada pela Rede de Monitoramento Amiga da Criança (conhecida daqui para frente como Rede Amiga), este relatório se foca nas quarto areas WWFC (saúde, educação, proteção e HIV/AIDS) e tem o objetivo de revisar iniciativas e avaliar os recursos que o governo brasileiro precisará investir para alcançar estas metas.  Ele busca providenciar uma referência para o processo de monitoramento que continuará até 2010, através da produção de relatorios relacionados ao progresso que o Brasil tem alcancado e à sua perspectiva de conseguir arcar com as Metas de Desenvolvimento do Milênio.



IV. Textos sobre Organizações para Fins não Lucrativos e Filantropia no Brasil e na América Latina

A Promesa do Terceiro Setor
Andres Pablo Falconer
Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor, Universidade de São Paulo, 2000.
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Esse artigo explica a historia atrás da formação do terceiro setor, internacionalmente e no Brasil. O autor começa descrevendo as motivações e as idéias atrás da formação do terceiro setor, e passa a explicar as razões atrás da fragilidaded deste setor no Brasil e por que ele continua a ter tamanha dificuldade em atingir às suas expectativas.

A Iniciativa Privada e o Espiríto Público: Um retrato da ação social das empresas do Sudeste brasileiro.
Anna Maria T. Medeiros Peliano, Coord.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasilia, Março 2000
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Este documento é o resumo dos resultados do projeto de pesquisa que investigou a situação de açao social Corporativa no Sudeste do Brasil. O documnento examina quais empesas participaram de ações sociais e quais foram suas motiavções por trás delas. Algumas descobertas interesantes incluem que a maioria das empresas preferem doar para organizações locais, e mostram uma preferência por projetos que lidam com crianças. Para ver os resultados de pesquisa em outras areas do Brasil, procure: http://www.ipea.gov.br/asocial/

Filantropia como um Investimento Social: Tendências e Perspectivas da Filantropia no Brasil
Renato de Paiva Guimarães- Director of Communications of the Associação Projeto Roda Viva Rio de Janeiro, Brazil
The City University of New York’s Center for the Study of Philanthropy, 1996
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Se organizações não governamentais pretendem exercer um papel de contrapartida ao governo e ao mercado, eles precisam prestar atenção às questões de transparência, visibilidade e responsabilidade. Mais que tudo é importante manter um contato profissional com a mídia e com representantes do governo e de negócios. Apesar dos fundos aparentemente limitados que hoje são direcionados ao setor não governamental no Brasil, fundos locais podem aumentar na medida que a economia se estabilize. Organizações não governamentais precisam estarem abertas a novas tendencies enquanto o setor cresce.

Brasileiros não aproveitam Incentivos de Impostos
Eduardo Szazi, Daniela Pais and Rebecca Raposo
Alliance Extra - September 2004
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Incentivos fiscais existents para a doação a projetos sociais e culturais são subutilizados no Brasil. Este é um dos principais descobrimentos da pesquisa realizada recentemente pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, (GIFE) e patrocinada pela Fundação Ford. Essa pesquisa se preocupou principalmente com a legislação referente ao setor não governamental no Brasil, mas incluiu também comparações com regimes correspondents nos Estados Unidos, na Europa e em alguns outros Paises Latinoamericanos (Argentina e Mexico) para ver se exemplos alheios poderiam ser usados como base de uma estrutura legal melhorada para organizações no Brasil

Um desafio para o Monstro: Novas Direções para a Filantropia Latinoamericana
Andrés Thompson
ReVista Harvard Review on Latin America
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O monstro do título se refere ao “bicho de sete cabeças” que uma organização não governamental na America Latina muitas vezes pode aparentar a ser. Thompson é um Argentino, que vê a dificuldade em harmonizar a teoria norte americana sobre a organização e a filantropia com a realidade caotica Latinoamericana e sua nascente democracia.

Dando e Voluntariando nas Américas: de Caridadade à Solidariedad e
Outono 2002
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Escrevendo desde uma perspectiva histórica a respeito dos problemas com quais o terceiro setor de hoje se depara, o autor sugere que a batalha pelas não governamentais não se acabou, e advoga pela a necessidade do aprendizado continúo e pela experimentação.

“A principal dificuldade nos dias de hoje é conseguir advogar com maior força pelas forcas de convergencia de mudanças sociais. O aumento de doações locais e da cultura do voluntariado são bons em si mesmos, más insuficientes para provocarem as desejadas e necessitadas mudanças na distribuição de riqueza. Vozes mais fortes e liderânca também precisam fazer parte do cardápio”. Em falar das ações das não-governamentais, políticas publicas e do setor privado, Thompson traz, além do seu excelente passado profisional alguns pontos importantes a serem pensados e talvez transformados em ações como soluçao dos problemas sociais de hoje.

V. Favelas no Brasil

Respostas brasileiras à violência e novas mediações: o caso do Grupo Cultural AfroReggae e a experiência do projeto "Juventude e Polícia"
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O artigo discute aspectos das respostas brasileiras à violência urbana, focalizando tanto políticas governamentais de segurança pública como ações da sociedade civil. Identifica a inexistência de uma política nacional de segurança pública, indica experiências governamentais bem-sucedidas em estados e municípios e focaliza a atuação das polícias. Ao analisar as respostas da sociedade civil, destaca a experiência da campanha do desarmamento e o papel da mídia. O trabalho situa o surgimento de grupos de jovens de favelas organizados em torno de experiências culturais que, em vários aspectos, caracterizam-se como "novos mediadores" na sociedade. Esses grupos tematizam a violência e procuram construir novos estereótipos que dissociem os jovens de periferia das imagens de criminalidade. O artigo descreve em particular o caso do Grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro, e a experiência-piloto em batalhões da Polícia Militar de Minas Gerais, o projeto "Juventude e Polícia". Argumenta-se que o Grupo AfroReggae é tipicamente um novo mediador, e que a iniciativa de realizar um projeto com a polícia abre novas perspectivas no campo da reduzida tradição participativa de organizações da sociedade civil na esfera segurança pública e em projetos de cooperação com a polícia.



Marginalidade: Do Mito à Realidade nas Favelas do Rio de Janeiro, 1969-2000
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Janice E Perlman, uma antropóloga norte-americana, produziu esse relatório sobre o status das favelas do Rio de Janeiro e seus residentes baseada em pesquisa durando de 1969 a 2002. Tendo vivido em comunidades de favela no final da década de 60 e no meio da década de 70, ela oferece uma perspectiva unica e descrição detalhada das vidas de seus amigos e vizinhos. Em 1998, Perlman pode voltar ao Rio de Janeiro e re-estabelecer contato com um terço dos participantes de sua pesquisa original de 1969. Essa reportagem inclui descobertas preliminaries sobre sua recente pesquisa longitudinal e detalhes das mudanças não apenas nas vidas do participantes, mas também no status das Favelas do rio. A autora descreve cinco temas que tem observado nas communidades de favela desde 1969: novos significados de marginalidade, uma infraestrutura de medo, mobilidade com desigualidade, desilusão com a democracia e otimismo para o futuro.