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O Brasil tem uma população de aproximadamente 190 milhões de pessoas.
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78% da população está concentrada em áreas urbanas.
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A distribuição da renda no Brasil é incrivelmente desigual: o 1% da população mais rica é responsável por 50% da renda nacional. Os 50% mais pobres vivem apenas com 10% da renda nacional. |
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De acordo com algumas estatísticas, 36% da população vive em situação de pobreza. O Brasil está somente abaixo da África do Sul no ranking mundial de pior distibuição de renda. |
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De acordo com o Banco Mundial, a concentração de renda no Brasil criou cinco tipos de grupos socias no país: os indigentes (24 milhões de pessoas); os pobres (30 milhões); os quase pobres (60 milhões); a clase média (50 milhões); e os ricos (2 milhões). (ILO 2002) |
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Nas regiões mais pobres do país e nas áreas pobres próximas aos centros industriais, a expectativa de vida de 10% das crianças é de menos de 5 anos de idade. Praticamente todos os jovens envolvidos com o crime organizado morrem antes de atingir 18 anos de idade.
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Em 2006, em tempos de paz no Brasil, 17.163 jovens morreram entre as idades de 15 e 24 anos. Quase o mesmo número de pessoas morreu em 2002 lutando na guerra civil em Angola, na África.
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Somente na
cidade do Rio de Janeiro, 3.937 crianças morreram em tiroteios entre 1987 e 2001. Esse número é oito vezes superior ao número de crianças que morreram nos conflitos entre os israelenses e os palestinos.
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1 a cada 8 crianças com aproximadamente dez anos que vive próxima às áreas dominadas pelo tráfico tem pais que foram assassinadas por traficantes de drogas.
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Em uma pesquisa sobre jovens presos entre 12 e 20 anos de idade, os resultados levaram à conclusão que 89,6% dos jovens não completaram o Ensino Fundamental, 6% possuíam analfabetismo funcional e apenas 7,6% tentaram começar o Ensino Médio.
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A International Labour Office (ILO – Agência Internacional do Trabalho) estima que 16,1% das crianças entre 10 e 14 anos são economicamente ativas no Brasil. Acredita-se que 4,2 milhões de crianças trabalham em condições ultrajantes. O Brasil possui uma mão-de-obra infantil que, em termos de quantidade, está em terceiro lugar no mundo, atrás somente do Haiti e da Bolívia. De acordo com a ILO, 7.850 crianças e adolescentes de oito cidades do estado do Rio trabalham em condições precárias e insalubres. Destes, 2.160 não vão à escola.
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A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e à Adolescência (ABRAPIA) declarou que aproximadamente 2 milhões de crianças com a idade entre 10 e 15 anos de idade foram forçadas a se prostituirem.
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Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que 1% de todos os partos ocorrem em meninas entre as idades de 10 e 14 anos. 18% das meninas entre 15 e 19 anos estão grávidas ou já são mães. Em um fenômeno relacionado à pobreza, 0,4% das mulheres brasileiras tornaram-se estéreis devido a problemas associados com partos entre as idades de 15 e 19 anos de idade.
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17% da população acima de 15 anos no Brasil não sabe ler ou escrever e, em algumas regiões, o número chega a 50%. Somente 40% das crianças que começam a escola completam a educação primária. 4 milhões de crianças em idade escolhar não estão na escola. Em alguns estados, como o Pará, 76,1% das crianças não vão à escola. De acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existe um milhão de adolescentes analfabetos entre as idades de 15 e 19 anos.
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O salário mínimo no Brasil desde fevereiro de 2008 é de R$ 415,00 por mês. De acordo com o DIEESE, uma instituição não ligada ao governo, o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas (comida, saúde, moradia, transporte, roupas etc.) de uma típica família (um pai e dois filhos) seria de R$ 1.489,33 por mês.
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50% da população nacional vive sem acesso a condições sanitárias.
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O Brasil tem uma taxa de desemprego de 9,6% (segundo estimativas de 2006).
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O mercado informal de trabalho cresceu em uma média anual de 5,19% nos últimos 3 anos. Hoje, 27,8% dos trabalhadores estão na informalidade (trabalhando sem carteira assinada).
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Aproximadamente uma em cada dez pessoas nos centros urbanos vive abaixo da linha de pobreza absoluta das Nações Unidas. É estimado que 800 mil dos 5,6 milhões de residentes do Rio de Janeiro vivem em favelas. O Brasil possui 21,1 milhões de crianças com idade inferior a 18 anos em famílias que ganham menos da metade do salário mínimo nacional, algo em torno de R$ 173,00 (dados de dezembro/2007).
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